Depois de um fim de semana em Salvador que, acredite, foi todo
debaixo de chuva, eu me vejo dentro de um táxi rumo ao aeroporto, embasbacada
com o tamanho do engarrafamento. Eis que Seu Pedro, o taxista, aponta pra fila
de carros das 7 e meia da manhã e diz: “Essa hora, Dona Fernanda, nenhum baiano
ainda acordou. Podem até estar dirigindo, mas acordados, eles não estão, não”.
E eu que já tinha reconhecido aquele sotaque arrastadinho, tão
primo do meu, pergunto: “E o Senhor é de onde?”. E dando uma gargalhada
daquelas que saem do estômago, ele responde: “Da Bahia. E mais, da cidade de
Caetano Veloso!”.
Gargalhada retribuída, corrida paga, felicitações e agradecimentos
feitos. Pouco tempo depois eu já estava com os cintos
afivelados, acima das nuvens e abaixo do sol que só saiu naquele último
momento.
E falando em Caetano, ele foi comigo, bem no meu pé do ouvido cantando “você não entende nada”. Entendo mesmo não, Caetano, e nem quero. Porque nessa vida aquilo que não estiver do lado avesso é puro enfeite, laço de fita que nem vai e nem vem. De resto, eu me perco nesses ditos “lados contrários”, sem entender nadinha mas feliz da vida, sendo guiada pelo vento forte das minhas emoções. Vento esse que confesso, levei e trouxe de volta na mala porque “eu quero é correr mundo, correr perigo”.
E falando em Caetano, ele foi comigo, bem no meu pé do ouvido cantando “você não entende nada”. Entendo mesmo não, Caetano, e nem quero. Porque nessa vida aquilo que não estiver do lado avesso é puro enfeite, laço de fita que nem vai e nem vem. De resto, eu me perco nesses ditos “lados contrários”, sem entender nadinha mas feliz da vida, sendo guiada pelo vento forte das minhas emoções. Vento esse que confesso, levei e trouxe de volta na mala porque “eu quero é correr mundo, correr perigo”.
E foi assim meu fim de semana, e assim é a minha viagem. Com esse
clima bem preguiçoso, porque o vento é forte mas a caminhada deve ser lenta.
Menos turismo e mais vivência! Sair andando por aí como quem degusta, pra
sentir o cheiro do mar, o doce da coca-cola e o amargo do café, sem suita....
Se entregar pra o mundo lá fora e então receber o mundo aqui dentro.